Família Paes — de Itatinga ao Paraná

Ramos Paes, Silva Pinto, Miranda, Ribeiro de Castro, Horas e Holanda · Silva e Assunção (Cariri cearense)

Interior de São Paulo (Itatinga · Piraju · Assis · Maracaí) → norte e centro-oeste do Paraná  ·  Sertão do Araripe (Bodocó, PE) → Paraná  ·  Cariri cearense (Caririaçu, CE) → São Paulo → Paraná

Privacidade: por respeito à privacidade e em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados – Lei nº 13.709/2018), os dados de pessoas vivas foram ocultados nesta versão pública. Nomes, datas, locais e documentos de familiares vivos aparecem apenas na versão privada entregue à família. Os registros históricos de antepassados já falecidos são públicos e citados com suas fontes.

Visão geral

Em poucas palavras

  • De onde veio Salvador Firmino Paes? O único documento que fala dele — o óbito original do filho Joaquim (Bela Vista do Paraíso, 1971) — diz que Salvador e a esposa eram “naturais do Est. S. Paulo” [1]. Confirmado como o que o registro afirma, com uma ressalva: quem declarou o óbito não era da família.
  • Itália: muito improvável. Não há nenhum Salvador/Salvatore compatível nos índices da Hospedaria de Imigrantes de São Paulo [2]; o único parecido (Salvatore Pace, chegado em 1897) chegou sete anos depois do nascimento de Joaquim e não deve ser ligado à família [3]. “Paes/Pais” é sobrenome português antigo, presente no Brasil desde o século XVI [4][5].
  • Joaquim Fermino Paes era “natural de S. João de Itatinga” (SP) [1], nascido por volta de 1889–1890 [6][7]; viveu em Maracaí (SP) e morreu em Bela Vista do Paraíso (PR) em 23/09/1971.
  • A rota da família Paes: Itatinga → Piraju/Fartura → Maracaí (SP, anos 1910–1930) → Cambé, no norte do Paraná (casamento de Francisco em 1942) [6] → Iretama, no centro-oeste do Paraná (Francisco † 1987) [8]. Os Miranda e Ribeiro de Castro fizeram o mesmo caminho (Assis/Piraju → Maracaí → Toledo).
  • Os Horas e Holanda vêm de Bodocó, no Sertão do Araripe (PE), onde o sobrenome Horas é quase exclusivo [9]; parte da família chegou ao Paraná (Antonia Gonçalves † 1977 em Boa Esperança, PR) [10].
  • O lado materno: os Assunção de Caririaçu e os Silva. A linha da avó materna vem de Caririaçu, no Cariri cearense: o bisavô Pedro da Silva Assunção nasceu lá em 13/09/1914 e casou em 26/06/1937 com Maria Izabel de Lima [74]; os pais dele, Vicente da Silva Assunção e Maria Isabel da Conceição, eram “naturais de Caririaçu” [77]. Irmãos de Pedro foram para São Paulo nos anos 1940: João Vicente casou em Piratininga, perto de Bauru, em 1948 [77], e José Vicente morreu em São Paulo em 1996 [76]. A chegada do ramo ao Paraná não está documentada (Hipótese). A linha Silva, do avô materno, só é conhecida pelo leque do FamilySearch [86] (Tradição familiar).
  • Cidadania: todos os antepassados identificados, dos dois lados, nasceram no Brasil. Não há caminho conhecido para cidadania italiana nem portuguesa. Ver a aba Caso & Cidadania.

Como ler este site: níveis de evidência

Confirmado
O fato consta de um registro primário (civil ou de igreja) cujo índice ou imagem traz nomes, data, lugar e parentes que fecham a ligação. Quando o registro é só “o que alguém declarou” (por exemplo, a naturalidade dos pais num óbito), aparece “Confirmado como o que o registro afirma”.
Provável
Muito provavelmente correto, mas apoiado em um único registro, num detalhe secundário de um registro, ou na árvore colaborativa do FamilySearch com fonte anexada.
Tradição familiar
Vem do que a família contou ou da árvore/leque do FamilySearch sem fonte conferida.
Hipótese
Dedução a partir das evidências; precisa ser testada. Nenhuma hipótese deve ser tratada como fato.

Números entre colchetes, como [1], remetem à aba Fontes. Os registros do FamilySearch têm link “ark” (abre com conta gratuita); links “tree/person” são da Árvore Familiar colaborativa, que qualquer pessoa pode editar — valem no máximo como Provável. Grafias dos registros aparecem entre aspas (Paes/Pais, Firmino/Fermino são usadas indistintamente).

A pergunta central: de onde veio Salvador Firmino Paes?

O óbito de Joaquim, lavrado em Bela Vista do Paraíso (PR) em 23/09/1971 (termo 6.720), foi lido na imagem original [1]. O trecho decisivo:

“…faleceu Joaquim Firmino Pais, […] natural de S. João de Itatinga, Est. S. Paulo, […] filho legítimo de Salvador Firmino Pais e Rita Maria de Jesus, falecidos, naturais do Est. S. Paulo.”

Transcrição completa e imagem na aba Documentos.

Afirmação do registroNívelComentário
Salvador Firmino Pais e Rita Maria de Jesus eram “naturais do Est. S. Paulo”Confirmado como o que o registro afirmaInformação secundária: o declarante, Jácomo Pontedura, não era da família, e Salvador já tinha morrido havia muito tempo. Mesmo assim, é a única fonte, e ela aponta para São Paulo, não para a Itália.
Joaquim era “natural de S. João de Itatinga”Confirmado como o que o registro afirmaS. João de Itatinga era o nome do lugar até 1938 [13]. Em c. 1890 era só uma capela (erguida em 1884), sem distrito próprio.
Joaquim tinha 71 anosDuvidosoDaria nascimento c. 1900. Conflita com o casamento do filho em 1942 (“nascido em dia e mês ignorados do ano de 1889”) e com a árvore (1890). Ver Conflitos.
Casou em “Ribeirópolis(?)”, SPLeitura incertaNão foi encontrado município paulista com esse nome; a palavra precisa ser conferida com outra leitura do original.

O que pesa contra a origem italiana

  • O registro diz São Paulo. A única fonte sobre a naturalidade de Salvador diz “naturais do Est. S. Paulo” [1].
  • Nenhum imigrante compatível. No índice da Hospedaria de Imigrantes de São Paulo (CISEI) não há nenhum Salvatore com sobrenome Paese, Paesi, Paes, Pais ou Pace que sirva: os Paese chegaram entre 1887 e 1896 sem nenhum Salvatore; o único “Salvatore Pais” chegou em 1952 [2].
  • O “quase”: Salvatore Pace, 1897. Um Salvatore Pace de 27 anos (logo n. c. 1870, a mesma idade atribuída ao nosso Salvador) chegou a Santos em 10/09/1897 no vapor “Agordat” [3]. Mas Joaquim nasceu em c. 1889–1890 em Itatinga, sete anos antes dessa chegada, e a mãe dele tinha nome brasileiro. Hipótese fraca — não juntar as duas pessoas.
  • O sobrenome é português. “Paes/Pais” é patronímico português medieval (de Paio, latim Pelagius), presente no Brasil desde o século XVI; há “Salvador Paes” no Brasil colonial [4][5]. É um dos sobrenomes mais espalhados do país [14].
  • O padrão dos nomes é brasileiro. O bloco “Firmino/Fermino Paes” passa de Salvador para Joaquim e para Francisco, um costume do Brasil rural; há exemplos parecidos em outras famílias [15]. Imigrantes italianos costumavam manter um único sobrenome, e Pace e Paes aparecem como sobrenomes distintos em listas de povoadores do Rio Grande do Sul de 1892 (lista não conferida) [16]. Esposa, nora e consogros têm nomes devocionais luso-brasileiros (Maria Rita de Jesus, Celestina da Silva Pinto, Delphina Maria de Jesus) [12] — Provável (argumento por padrão, não prova).
  • Cronologia. A imigração italiana em massa para São Paulo começa no fim dos anos 1870 e explode depois de 1887. Para Salvador ser italiano, ele teria de ter chegado criança, com os pais, antes de c. 1885 — possível, mas nenhum indício aponta para isso.

A segunda rodada de buscas (23/10/2026)

  • Museu da Imigração de São Paulo: os “registros de matrícula” da Hospedaria foram consultados por Salvador/Salvatore com Paes, Pais, Pace e variantes, e por Rita. Nenhum resultado compatível antes de 1900; o único Salvatore Pace é o de 27 anos, vapor “Agordat”, 10/09/1897, que chegou com a esposa Antonia e filhas — não é o nosso Salvador [17][3]. Confirmado (ausência).
  • O Salvador Paes de 1917. O óbito foi aberto: Salvador Paes morreu em 06/05/1917, aos 75 anos (logo n. c. 1842), lavrador, “natural da Comarca de Botucatu”, sepultado em Itatinga; filho de Indalecio José dos Santos e Maria Saturnina da Aparecida; o registro não cita esposa nem filhos [94]. Não está ligado à família: pode ser parente ou só homônimo — Hipótese. Repare: o pai era “dos Santos” e o filho “Paes”.
  • Os Paes de Oliveira de Itatinga. Em São João de Itatinga havia uma família Salvador Paes de Oliveira × Maria Saturnina, com uma filha Maria batizada em 1912 [95]. Salvador Firmino pode pertencer a esse clã Paes (de Oliveira) local, ou ter usado outras formas de sobrenome — Hipótese.
  • Nada de Joaquim nem do casamento. Nenhum batismo de Joaquim nem casamento Salvador × Rita está indexado no FamilySearch; os casais homônimos “Salvador × (Maria) Rita de Jesus” das famílias Fogaça Bueno (Mogi Mirim), Lopes (Angatuba) e Antonio dos Santos (Santo Amaro) são outras famílias [96]. Confirmado (ausência).
Veredito: Salvador Firmino Paes era, segundo o único documento existente, paulista (Confirmado como o que o registro afirma). A origem italiana fica como Tradição familiar não sustentada: muito improvável. O que mudaria o veredito: o batismo de Joaquim (c. 1889–1890) ou o casamento de Salvador com Maria Rita de Jesus dizendo “natural da Itália”, ou pais de Salvador com nomes italianos.

Mudanças de nome no Brasil rural do século XIX

  • Antes do registro civil. O registro civil só começa em 1889. Antes disso, o nome de uma pessoa vinha do batismo e do costume, e podia mudar ao longo da vida.
  • Sobrenomes escolhidos. Os filhos podiam levar o sobrenome do pai, da mãe, de um avô ou do padrinho; muitos usavam nomes devocionais (de Jesus, da Conceição, Assunção); e um prenome duplo podia virar sobrenome (“Firmino”).
  • Um exemplo na própria pesquisa. O Salvador Paes que morreu em Itatinga em 1917 era filho de Indalecio José dos Santos: o pai “dos Santos”, o filho “Paes” [94].
  • Consequência para a busca. Salvador pode aparecer nos livros como “Salvador Firmino”, “Salvador Paes” ou “Salvador Paes de Oliveira”. O que o identifica não é a grafia do sobrenome, e sim o conjunto: Salvador + Rita + filho Joaquim nascido c. 1889–1890.

Uma correção na árvore recebida

Na mensagem original, Francisco Fermino Paes aparece com as datas 1890–1971. Essas são, na verdade, as datas do pai dele, Joaquim Fermino Paes (n. c. 1890 – † 23/09/1971) [1][7]. Francisco nasceu em 26/06/1919 em Maracaí (SP) [11][6] e morreu em 03/01/1987 em Iretama (PR) [8]. O leque do FamilySearch já mostra as datas certas [12]. Neste site: Francisco (1919–1987), filho de Joaquim (c. 1889/1890–1971) e Celestina da Silva Pinto, e neto de Salvador Firmino Paes.

O interior paulista: como era a vida (c. 1870–1940)

Não há documento com os motivos da família; o que segue é o contexto histórico (Hipótese para o caso concreto).

  • Uma fronteira em movimento. No fim do século XIX, o “sertão” de Botucatu e do vale do Paranapanema ainda estava sendo ocupado. Botucatu virou vila em 1855 [52]; Piraju (então São Sebastião do Tijuco Preto) virou vila em 1880 [53]; Fartura nasceu de uma capela de 1880 [54]; Itatinga, de um cruzeiro de 1881 e de uma capela de 1884, e só virou município em 1896 [13]. Quando Joaquim nasceu, c. 1889–1890, “S. João de Itatinga” era um povoado em volta de uma capela.
  • Lavradores pobres e livres. A família aparece sempre como “lavradores”, sem terras declaradas [6][1]. É o perfil dos caipiras paulistas que trabalhavam como agregados, meeiros ou pequenos posseiros, e que iam abrindo roças cada vez mais para oeste.
  • O café e a ferrovia. A Estrada de Ferro Sorocabana chegou a Itatinga e a Assis em 1914 [13][55], levando o café para oeste. A família seguiu o mesmo caminho: de Itatinga e Piraju para Maracaí, povoado fundado em 1905 que virou município em 1924 [56]. Lá nasceram Francisco (1919) e Maria Miranda (1922).
  • Os registros tardios. Em 1931 Joaquim registrou de uma vez, em Maracaí, vários filhos nascidos anos antes (Francisco, de 1919, recebeu a certidão 735 só em 05/10/1931) [11][40]. Era comum no interior: o registro civil ficava longe, custava dinheiro e só era feito quando se precisava de documento.

O norte e o centro-oeste do Paraná: por que foram (c. 1930–1990)

  • A “terra roxa” do norte do Paraná. Em 1925–1927 a inglesa Paraná Plantations comprou mais de 500 mil alqueires de mata entre os rios Tibagi, Ivaí e Paranapanema e criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, que vendia lotes pequenos, a prazo, e abria a ferrovia [57]. Londrina virou município em 1934 [58]. Entre 1920 e 1970, a região recebeu migrantes de São Paulo, Minas, do Sul e do Nordeste, e o café era a base de tudo [59].
  • Cambé, 1942. As primeiras famílias, vindas de Danzig, chegaram em 1932 e chamaram o lugar de Nova Dantzig; depois vieram japoneses, italianos, alemães, paulistas do interior e nordestinos [60]. Em 1942 Nova Dantzig era distrito de Londrina; virou “Cambé” pelo Decreto-lei 199, de 30/12/1943 (campanha de nacionalização na guerra), e município no fim dos anos 1940 [43]. Foi lá que Francisco e Maria Miranda se casaram, já como “residentes no distrito” [6].
  • Bela Vista do Paraíso: fazendas de café a partir de 1929, povoado em 1939, município no fim dos anos 1940 [61]. Joaquim morreu lá, viúvo, em 1971 [1].
  • A segunda onda: o centro-oeste. Quando o norte ficou caro e cheio, as famílias seguiram para as matas de Campo Mourão [62]. Iretama nasceu de uma gleba comprada c. 1951 e foi fundada em 1954, com maioria de colonos mineiros, café e milho [63]; Francisco morreu lá. Toledo foi colonizada a partir de meados dos anos 1940 pela Maripá, com gaúchos [64]; Lazaro morreu lá em 1995. Boa Esperança fica na região de Goioerê [65].
  • Por que saíam: terra nova e fértil vendida a prazo; possibilidade de deixar de ser agregado para virar pequeno proprietário; e depois, nos anos 1970, as geadas e a troca do café pela soja mecanizada empurraram muita gente das roças para as cidades — Hipótese para esta família (contexto).

O Sertão do Araripe: os Horas e Holanda

  • A terra. Bodocó fica no semiárido do Sertão do Araripe, ao pé da Chapada do Araripe. A região foi ocupada no século XVIII por fazendas de gado (família Alencar); houve a “Guerra do Amparo” em 1909; o lugar virou sede municipal em 1924 e recebeu o nome Bodocó em 1938 [66]. Ouricuri, a cidade vizinha, nasceu de uma capela de 1841 e virou município em 1893 [67]. Até a criação das paróquias locais, os batismos e casamentos dos Horas devem estar nos livros de Ouricuri, Exu ou Granito (Hipótese).
  • A vida. Criação de bodes e gado na caatinga, roças de milho, feijão e mandioca no inverno (a estação chuvosa), algodão; dependência total da chuva.
  • Por que saíram. As secas (a grande seca de 1877–1879, depois as de 1915, 1932, 1951–1953 e 1958), junto com a concentração da terra, empurraram milhões de nordestinos para o Centro-Sul, sobretudo entre 1930 e 1950, para o café e o algodão de São Paulo e do Paraná [68]. Cambé, por exemplo, recebeu nordestinos desde os anos 1930 [60]. Os Horas/Holanda se encaixam nesse movimento: Antonia Gonçalves, nascida em Bodocó em 1881, morreu em Boa Esperança (PR) em 1977 [10] — Provável para o fato da migração; data e caminho são Hipótese.
  • A viagem. Em geral se viajava de caminhão “pau de arara” até o norte de Minas ou a Bahia, e de trem ou ônibus até São Paulo e o Paraná; muitos paravam primeiro em fazendas paulistas. Para esta família não há registro da viagem — Hipótese (contexto).

O Cariri cearense: os Assunção de Caririaçu

  • Os nomes do lugar. O povoado “São José” virou a vila Serra de São Pedro em 18/08/1876; depois foi São Pedro do Crato, São Pedro do Cariri, Caririassú (1943) e, por fim, Caririaçu. A paróquia de São Pedro foi criada em 09/11/1870; antes, os batismos eram feitos na matriz do Crato [89]. É por isso que o batismo de Pedro (1914) diz apenas “nesta Matriz” de São Pedro [74].
  • A terra. O Cariri é um “oásis” ao pé da Chapada do Araripe, com fontes que não secam: cana e engenhos de rapadura, roças e gado. Crato, Juazeiro do Norte (a cidade do Padre Cícero) e Barbalha ficam perto — Contexto.
  • A família. Vicente da Silva Assunção e Maria Isabel da Conceição, “naturais de Caririaçu” [77], já eram casados em 1910 [75] e tiveram muitos filhos: os índices sugerem mais de dez [79]. Pedro, nascido em 1914, ficou em Caririaçu pelo menos até 1951 [78]; Vicente e Maria Isabel morreram lá (1977 e 1980, segundo a árvore) [82][83]. Parte da família ficou no Ceará.
  • O sobrenome. “Assunção/Assumpção” é sobrenome devocional (Nossa Senhora da Assunção), não sinal de origem portuguesa recente [92].

Do Cariri a São Paulo (e ao Paraná?)

  • A grande saída do Nordeste. O Nordeste perdeu cerca de 650 mil pessoas nos anos 1930 e mais de 900 mil nos anos 1940, sobretudo para São Paulo; depois veio a abertura do norte e do noroeste do Paraná [91].
  • Piratininga, 1948. João Vicente da Silva, irmão de Pedro, casou em Piratininga (SP) em 14/02/1948 [77]. Piratininga foi distrito de Bauru (1907) e virou município em 1914, numa zona de café [90]. José Vicente, outro irmão, morreu em São Paulo em 1996 [76].
  • A rota provável: Caririaçu → Piratininga/Bauru (anos 1940) → Paraná — Hipótese. A chegada do ramo da avó materna ao Paraná não está documentada.

Os sobrenomes da família

SobrenomeO que se sabeNível
Paes / PaisPatronímico português medieval (de Paio, latim Pelagius), presente no Brasil desde o século XVI [4][5]; um dos sobrenomes mais espalhados do país (111 mil ocorrências em 1.257 municípios) [14]. O bloco “Firmino/Fermino Paes” passa de Salvador a Joaquim e a Francisco [15].Confirmado (origem do sobrenome)
HorasQuase só brasileiro: cerca de 414 portadores no Brasil e 4 em Portugal [44]; no Brasil, concentra-se em Bodocó (553 ocorrências, 1,6% da população) e Ouricuri (114), no Sertão do Araripe [9].Confirmado (estatística)
Origem provável: forma brasileira de “da Hora”/“das Horas”, sobrenome devocional ligado a Nossa Senhora da Hora (devoção portuguesa) [45][46]; não há documento da mudança nesta família.Hipótese plausível
Em Bodocó corre a tradição de uma “família Horas” com um fundador comum [47] — tradição de terceiros, fraca. A base Genealogia Pernambucana não tem nenhum “Horas” [48].Tradição (de terceiros)
Assunção / AssumpçãoSobrenome devocional (Nossa Senhora da Assunção), comum no Brasil; não indica origem portuguesa recente [92]. Nos registros de Caririaçu aparece “Assumpção” (1910, 1914) e “Assunção” (1948, 1996) [74][75][76][77].Provável
HolandaSobrenome tradicional de Pernambuco e do Ceará, que remonta a Arnau de Holanda (séc. XVI, Pernambuco) [49][50]. Nada indica que este ramo descenda diretamente dele — na região, “Holanda” se espalhou por muitas famílias.Hipótese

Árvore genealógica

Clique em qualquer pessoa para ver detalhes. O selo no alto de cada cartão mostra o nível de evidência principal. Cartões tracejados são pessoas vivas (dados protegidos, LGPD). Numeração das gerações a partir da geração 0 (pessoa viva). Lado paterno à esquerda, lado materno à direita.

Pessoas

Documentos

Linha do tempo

Nascimento Casamento Falecimento Migração Marco / contexto
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Fontes